“São quatro horas da manhã e tudo me lembra você. A brisa fria da madrugada me lembra como os seus dedos gélidos percorriam minha coluna nas manhãs quentes de sábado e a música me lembra da sua voz suave e as palavras doces que me acordavam todos os dias. O calor debaixo das cobertas desperta em mim o desejo de ter seu corpo pressionado contra o meu mais uma vez e minhas mãos trêmulas anseiam brincar com seus cabelos como era costume naquelas tranquilas tardes de segunda-feira. O ritmo acelerado do meu coração me lembra do tsunami de sensações que a sua presença me causava, a escuridão do quarto reflete como meu mundo ficou desde que você decidiu ir embora e todas essas lágrimas que escorrem pelo meu rosto não me deixam esquecer que ainda existe muito de você dentro de mim.”
— Anna Maia. November 19th.
você nunca vai saber
que me roubaram tudo
eu mal descobri o que tinha
e já fiquei sem
e você nunca vai saber dessa história
porque dói
e eu nunca superei
e talvez nunca supere
e quem me roubou
sequer lembra meu nome
eu só fiquei largada
sem nada
e nunca mais toquei no assunto.
“Ninguém chegou, a campainha ficou muda por todo o dia. O telefone também calado, o coração batia acelerado, mas no fim da tarde já tinha desistido de esperar. Já está escuro lá fora, fechou as cortinas, deitou na cama macia e fingiu dormir. Um outro dia o amor vem.”— Caio Augusto Leite.
É que
mesmo depois que eu acordo
você continua sendo meu sonho